840 anos da morte de D. Afonso Henriques

Faz hoje 840 anos que faleceu em Coimbra o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. A ele é atribuída a Fundação de Portugal. Tal como acontece com muitas personalidades do passado muito se supõe, mas pouco se sabe com certezas. Era filho de D. Teresa, contra quem lutou para conseguiu expandir um reino que ele queria que fosse independente. Em 1128, (pensa-se que com apenas 19 anos), "assumiu a chefia do Condado Portucalense" depois de ter derrotado as tropas da sua própria mãe, aliada de Leão, na Batalha de S. Mamede.

Daquele dia em diante, ele continuou a expansão do Condado "conquistando territórios aos muçulmanos, que ocupavam parte importante da Península Ibérica." D. Afonso I percebeu que teria de combinar, "nos momentos certos, a guerra com a diplomacia e enquadrá-las ao serviço de um projeto ambicioso." Ele comandava habilmente as tropas, mas além de conquistar, assegurava a defesa desses mesmos territórios e promovia o seu povoamento, obtendo "o apoio da nobreza e da Igreja." Teve de ser capaz de "manobrar nos meandros da política internacional da época, de modo a permitir aa permitir a emancipação de Portugal como reino independente de Castela."

Onze anos depois da batalha de S. Mamede, em 1139, proclama-se finalmente rei, "estatuto" que só "seria reconhecido pelo Papa em 1179." O Condado era finalmente um reino e ficavam assim salvaguardados "os territórios adquiridos na guerra como fazendo parte integrante de Portugal. Foi um passo decisivo para a independência de Portugal e para D. Afonso Henriques, então já muito perto dos 70 anos de idade, que via finalmente ser-lhe reconhecida a dignidade e o título de rei."

O rei terá morrido em 1185. D. Afonso I ou (Henriques) como ficaria conhecido, "já se encontrava afastado dos assuntos da governação, devido provavelmente aos efeitos do ferimento que tinha sofrido em 1169, aquando do cerco de Badajoz," uma grave lesão numa perna da qual nunca chegaria a recuperar. Aquando sa sua morte, a regência de Portugal estava já atribuída ao seu "filho, D. Sancho. Foi este quem assumiu a liderança política e militar do reino e quem comandou a defesa de Santarém perante uma ofensiva muçulmana, em 1184."

O seu corpo está até hoje sepultado num túmulo mandado erguer pelo rei D. Manuel I, "na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra."

"A curiosidade e o interesse que o fundador de Portugal sempre suscitou," acabou por levar à abertura do seu túmulo "no século XVIII, por ordem de D. João V, e novamente em 1832, por D. Miguel." Foi tentada, recentemente, uma nova abertura mas a mesma acabou por ser cancelada.

Fontes:

https://ensina.rtp.pt/artigo/d-afonso-henriques/

https://ensina.rtp.pt/artigo/a-bula-manifestis-probatum-o-documento-fundador-do-reino/

https://ensina.rtp.pt/artigo/a-morte-de-d-afonso-henriques/

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