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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Dia da Imaculada Conceição - a padroeira de Portugal em Vila Viçosa

Assinala-se hoje o dia da Imaculada Conceição, feriado nacional que, para os católicos, assinala "a vida e a virtude de Virgem Maria, mãe de Jesus," por esta ter recebido "o título de dogma católico no dia 8 de dezembro de 1854." Assim, tem origem a celebração dessa comemoração, que é uma data de grande significado para a Igreja Católica. Em 1476 o Papa Sisto IV já tinha decretado a "celebração da festa universal" para consagrar a "virgem." Mas é a "25 de março de 1646," que o rei D. João IV, vigésimo primeiro rei de Portugal e neto de D.  Catarina de Bragança,  "organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência de Portugal em relação à Espanha." O rei terá ido à "igreja de Nossa Senhora da Conceição, declarando-a padroeira e rainha de Portugal." A imagem da santa havia sido doada pelo " Condestável Nuno Álvares Pereira, no século XIV, quando a sua dev...

840 anos da morte de D. Afonso Henriques

Faz hoje 840 anos que faleceu em Coimbra o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. A ele é atribuída a Fundação de Portugal. Tal como acontece com muitas personalidades do passado muito se supõe, mas pouco se sabe com certezas. Era filho de D. Teresa, contra quem lutou para conseguiu expandir um reino que ele queria que fosse independente. Em 1128, (pensa-se que com apenas 19 anos), "assumiu a chefia do Condado Portucalense" depois de ter derrotado as tropas da sua própria mãe, aliada de Leão, na Batalha de S. Mamede. Daquele dia em diante, ele continuou a expansão do Condado "conquistando territórios aos muçulmanos, que ocupavam parte importante da Península Ibérica." D. Afonso I percebeu que teria de combinar, "nos momentos certos, a guerra com a diplomacia e enquadrá-las ao serviço de um projeto ambicioso." Ele comandava habilmente as tropas, mas além de conquistar, assegurava a defesa desses mesmos territórios e promovia o seu povoamento, obten...

O maior burlão português

Passados 100 anos, Alves dos Reis continua a ser considerado como o maior burlão português. A 6 de dezembro de 1925, é preso deixando atrás de si um imenso rasto de fraudes e burlas, que envolveram o estado portugês, o Banco de Portugal e a fundação de um Banco em Angola! Alves dos Reis nasceu em Lisboa em 1896, revelando desde cedo um "talento invulgar para a mentira, a falsificação e o improviso." Em 1916, depois dev casar e apesar de trabalhar como " funcionário público nas obras públicas de esgotos", v ai para Angola, levando consigo um diploma que o tornava engenheiro: um documento falso de uma escola de engenharia que nem sequer existia e que ficava em Oxford. Com cheques sem cobertura, adquiriu a "maiori a das ações da Companhia dos Caminhos de Ferro de África. Tornou-se rico e ganhou prestígio," para gáudio da família da sua esposa, Maria Luísa Jacobetty de Azevedo. Em 1922, volta a Lisboa e estabelece um negócio de "revenda de automóveis am...

Queda e morte de Sá Carneiro

A 4 de dezembro de 1980, ocorreu aquela que ficaria para a história como a Tragédia de Camarate.  O avião Cessna onde seguiam o "primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, outros três passageiros e os dois pilotos do avião," caiu sobre o "bairro das Fontaínhas, em Camarate", na zona norte de Lisboa." O " general  Soares Carneiro" encontrava-se em campanha presidencial -  candidatando-se pela  Aliança Democrática  (AD). O Cessna encontrava-se ao serviço do Estado, levando a um comício no Porto o "ministro da Defesa português,  Adelino Amaro da Costa", o " então primeiro-ministro português,"  Francisco Sá Carneiro. Acompanhando-os foram ainda  a companheira do primeiro-ministro, Snu Abecassis (de 40 anos), e a esposa de Amaro da Costa, "Maria Manuel Simões Vaz da Silva Pires," bem como "o chefe de gabinete do primeiro-ministro,  António Patrício Gouveia , e os dois ...

Restauração da Independência e a perda da Coroa de Portugal

Para falarmos sobre a Restauração da Independência, temos de recuar um pouco mais e perceber como é que a perdemos. Portugal passava por uma crise sucessória. Perante a (suspeita) da morte de D. Sebastião em 1578 , desaparecido na Batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África, Portugal ficou a ser governado pelo cardeal D. Henrique , filho de D. Manuel I, seu tio. Apesar da sua idade avançada e de não ter, também ele, descendentes, foi clamado Rei de Portugal a  28 de agosto  de  1578. No seguimento, havia vários candidatos ao trono de Portugal. O primeiro na linha de sucessão, de quem nunca se fala, era " Rainúncio I Farnésio,   Duque de Parma   (neto de   D. Duarte, filho mais novo de D. Manuel I, através da filha mais velha,   D. Maria)." Seguidamente, vinha D. Catarina, "Duquesa de Bragança   (filha mais nova de D. Duarte)," mas ela era mulher. Tanto ela como Rainúncio, já tinham filhos, os quais seriam também pela lógica, candidatos ao trono real. Apenas depois...