Diogo Alves foi um dos últimos condenados à morte por enforcamento, em Portugal. Mas qual o motivo da sua condenação?
Diogo Alves nasceu em Espanha em 1810 e veio para Portugal aos 13 anos para trabalhar como "mensageiro." Na vida difícil da capital no início do século XIX, rapidamente Diogo se começou a atirar para o lado do crime. No entanto, o seu nome fica para sempre ligado, "através da tradição oral e ficção popular, a uma alegada vaga de assassinatos ocorrida no Aqueduto das Águas Livres entre 1836 e 1841." No entanto, ele nunca chegou a ser "julgado ou sequer formalmente acusado de tais crimes."
No livro "Segredos de Amor e Sangue", Francisco Moita Flores apresenta-nos uma boa descrição da vida da cidade de Lisboa e da história de Diogo Alves, conhecido como o "Pancada," e da influência da sua mulher, "Gertrudes Maria," conhecida como a “Parreirinha”,
A sua condenação não se deveu às 70 mortes (há quem fale em mais de cem), ocorridas no Aqueduto, e que depois da sua morte lhe ficariam associadas, mas sim a "um assalto à casa do médico Pedro de Andrade que desembocou no massacre da sua família." Esta associação com o assassino do Aqueduto, deve-se a rumores e não a provas que o possam ter envolvido no caso. A mediatização das mortes e a necessidade de encontrar um culpado, fez com que este galego acabasse por ser associado a tais crimes e passasse a ser considerado um "serial killer".
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diogo_Alves
https://cadernodeleituracadernodeescrita.blogspot.com/2025/04/segredos-de-amor-e-sangue_2.html